Lista de Natal 1 – Não Ficção

Sex, 30 de Novembro de 2012 22:37
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A data máxima do comércio se aproxima e chegam as listas de presentes para família e amigos, além das múltiplas “caixinhas” do carteiro, entregador de jornal, porteiro, faxineiro, dos moços da padaria, das meninas do salão de beleza (!). E os amigos ocultos. Como tem amigo oculto, essa praga que agora é moda até entre as crianças! Adoro decoração de Natal, montar árvore e presépio, assistir a todos aqueles filmes que mostram que importante é estar entre a família, por mais esquisita que ela seja, e tomar gemada sob um teto quentinho, vendo a neve cair lá fora. Por mais que eu deteste o troca-troca de presentes, começo a série de sugestões de livros para oferecer aos queridos – e aos não tão queridos assim.

o-colapso-de-tudoApocalíptico – O matemático John Casti, especialista em teoria dos sistemas, tem uma visão bastante pessimista sobre o futuro da humanidade. Se sobrevivermos à profecia dos maias (que, segundo dizem, não era sobre o Juízo Final, mas o início de uma nova era), é bom manter a cautela. O colapso de tudo – Os eventos extremos que podem destruir a civilização a qualquer momento (Intrínseca, R$ 29,90) elenca onze alarmantes situações que poderiam nos levar à era pré-industrial, como um apagão na Internet, a destruição de todos os aparelhos eletrônicos por uma bomba eletromagnética, o esgotamento das reservas de petróleo, crise no sistema financeiro global (ué, não está acontecendo), doença que mate meio mundo e, claro, robôs inteligentes que dominariam a humanidade.

 

o-seculo-do-confortoEstilo – Professora universitária e francófila, Joan DeJean ignora a lenda de que Alexandre da Macedônia foi o responsável por trazer o conceito de conforto para o Ocidente, ao conhecer as almofadas, os pequenos travesseiros que os árabes chamavam de al-mukhadda (derivando de khadd, face). Em O Século do Conforto – Quando os parisienses descobriram o casual e criaram o lar moderno (Civilização Brasileira, R$ 62,90) é na França, em 16 do séculoXVII,a partir do surgimento do sofá na forma como conhecemos hoje, um móvel que recebe várias pessoas, começam inovações não apenas em mobiliário doméstico. A construção de banheiros dentro de Versailles, anos depois, é um marco na arquitetura, na higiene e na saúde da aristocracia, que disseminam os novos hábitos para a população da época.

 

a-luz-de-parisViagem – Destino turístico mais procurado do mundo, Paris gera quase tanta literatura quanto visitantes. À Luz de Paris – Guia turístico e Literário da Capital Francesa (Leya, R$ 79), de João Correia Filho, trazdeslumbrantes fotografias da cidade e textos de escritores como Proust, Beaudelaire, Albert Camus e Alexandre Dumas. Mais do que um guia com sugerir roteiros para visitação e mapas, é uma declaração de amor à cidade. De tão bonito, é uma leitura agradável até para não viajantes.

 

argoThriller – Um grupo de diplomatas norte-americanos se esconde na embaixada do Canadá na Teerã dominada pelos xiitas. Para resgatá-los a CIA e produtores de cinema montam uma falsa busca de locações no Oriente Médio para um épico que jamais será filmado. Qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência. A operação é relatada pelo agente AntonioMendez e pelo escritor Matt Baglio em Argo (Intrínseca, R$ 19,90). O relato rendeu ainda o filme dirigido e protagonizado por Affleck.

 

 

Auto-ajuda – A infantilização da sociedade fomenta a o número cada vez maior de publicações sobre comportamento e normas a serem observadas. O que antes saía em revistas femininas ganhou espaço em diferentes livros, como Com que roupa? A roupa certa no lugar certo (Casa da Palavra, R$ 24,90), de Hiluzdel Priore e Cristiana Fleury. O texto agradável, conciso e direto, mostra quais modelos se adequam melhor aotipo físico das mulheres, recomendando prudência e discrição no trajar, principalmente em ambientes profissionais.

Sobre Olga

Para alguns, existem deuses e religiões; minha devoção se dirige à literatura. Assim surgiu este blog, um dos milhões que nascem a cada segundo no planeta. Sem pretensões, só para compartilhar um dos prazeres solitários mais subversivos e incompreendidos de que dispomos.
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