Assuntos femininos

Sex, 16 de Março de 2012 22:42
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Tomando o Dia da Mulher como motivo, as editoras despejaram nas livrarias uma boa fornada de livros destinados ao público feminino – com exemplos das variadas vertentes que se abrigam sob tão genérico rótulo. Nem toda mulher gosta de chocolates, crianças, astrologia ou tem obsessão pelo casamento, porém, dada a variedade de publicações que tratam dos temas, juntamente ou em separado, há que se admitir que esses assuntos exercem indiscutível atração sobre a maioria. Algumas dessas novidades estão aqui.

relacionamentosAdoro quando amigos explicam minhas idiossincrasias através da astrologia. Por isso mesmo, eu, que desconheço quais são os ascendentes de meu signo e que, definitivamente, não creio na influência de corpos celestes na formação do meu caráter, acabei me divertindo com Relacionamentos astrais: O guia astrológico essencial para a mulher (Nova Era, R$ 49,90). As especialistas Tali e Ophura Edut pesquisaram minuciosamente mapas astrais de seus ex-namorados para classificar o comportamento dos nativos de cada período zodiacal. Quem quiser se arriscar a namorar rapazes de absoluta incompatibilidade astrológica, ao menos, saberá o que esperar deles.

 

 

No século passado, “assuntos femininos” era o eufemismo que abrangia os mistérios da concepção, parto e do tema mais apavorante, então, para o universo masculino: a menstruação. Por mais que a publicidade brasileira seja direta ao tratar do assunto, nem Os Monólogos da Vagina (Bertrand Brasil, R$ 10, na Estante Virtual), de Eve Ensler, conseguiram reverter o preconceito que cerca a menstruação. Há cerca de 30 anos, a jornalista e militante feminista Gloria Steinem escreveu “Se os homens menstruassem”, um clássico que demonstra como a cultura masculina sempre valoriza seus feitos – quase o contrário do que acontece com as mulheres. O texto de Steinem está no delicioso Meu livrinho vermelho (Galera Record, R$ 47,90), de Rachel Kauder Nalebuf, uma compilação de relatos sobre a primeira menstruação de mulheres, em diferentes épocas. Se algumas sociedades festejam, discretamente, a primeira menstruação, a maioria das mulheres conta ter ficado atordoada ao atingir a puberdade. O Livrinho sai no Brasil por um selo destinado a adolescentes, embora a abordagem seja muito mais adulta do que juvenil.

joycecarolVez por outra se fala que Joyce Carol Oates pode ganhar o Nobel de Literatura. Enquanto o prêmio não sai, ela continua escrevendo sobre uma realidade que transcende o universo norte-americano, onde situa suas histórias. Em Pássaro do Paraíso (Alfaguara, R$ 54,90), um casal se apaixona enquanto investigam se a mãe do rapaz foi morta pelo amante, pai da moça, numa cidade pequena ao norte dos Estados Unidos. Mais do que uma trama policial, ela traça um panorama da sociedade atual, sob sua particular ótica sombria.

 

 

 

cupidoPartindo de suas experiências desastradas na arte da conquista amorosa, Samantha Schofield tentou criar em F#d@-se o Cupido! (Best Seller, 29,90) um guia definitivo para quem quer tomar a iniciativa na abordagem de homens sem dar vexames públicos. Se suas técnicas dão certo, não sei, mas a leitura é engraçadíssima. Ideal para mulheres que gostam de tomar a iniciativa em tudo na vida.

 

 

casaflorestaNa última coluna eu falei de meu apreço por alguns livros formadores de minha identidade de leitora. Entre eles estavam os de Laura Ingalls Wilder, autora de uma série sobre sua própria família, desbravando o território norte-americano no século XIX. Mal sabia eu que a Record acaba de relançar os livros de Laura Ingalls, em formato pocket. O primeiro a sair é Uma Casa na Floresta (Bestbolso, R$ 14,90), que conta a primeira infância de Laura, quando vivia em Wisconsin.

Sobre Olga

Para alguns, existem deuses e religiões; minha devoção se dirige à literatura. Assim surgiu este blog, um dos milhões que nascem a cada segundo no planeta. Sem pretensões, só para compartilhar um dos prazeres solitários mais subversivos e incompreendidos de que dispomos.
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